Um dia, vários abraços, a idade.
A primavera, os sons, os líquidos, passos em falso.
Origami, doces palavrinhas coloridas,
O saquinho (de Dumbledore), cheio da paciência que ela precisa.
O caminho já conhece, é de pedra –eu sei, sigamos em frente!


Tranca bem a porta, amor.
Fecha a janela e passa a tramela, por favor.
E se não se importa, amor.
Defume a casa em nome de Nosso Senhor.
Acabou a festa, amor.
Ainda tem uma cerveja no congelador.
Vamos ao que resta, amor.
Dia de festa é véspera de muita dor.
E se o fantasma ficar,
E se o cachorro latir,
E se o silêncio gritar,
E se o povo assumir.
E se a mulher não topar,
E se o amigo sumir,
E se o relógio parar,
E se o amanhã não surgir.
Tudo na mais perfeita ordem,
Tudo na mais santa paz.
(Tudo Na Mais Santa Paz - Toquinho e Vinícius de Moraes)
"Se vem do coração,
Não tem jeito, não,
Deixa acontecer..."
"A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria.(...)Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas."